
Maria - Isto é ridículo.
Dama de honra - Isto, madame, é Versalhes.
Um espetáculo! Um baita (gauchês) filme! Sofia Coppola nos fornece imagens sensacionais, cenas fantásticas e muito conteúdo íntimo. Um belo retrato de uma juventude que era obrigada a assumir a vida adulta muito cedo e que, sem ter passado por todas as etapas do crescimento racional de um ser humano, sofre com as responsabilidades e traz terríveis consequências, tanto pessoais como para uma nação.
Tiraram da Maria Antonieta a chance de aproveitar e curtir o período mais díficil, e que tem uma fundamental importância, da formação de um ser, a adolescência e a juventude. Período este de muitos sonhos, desejos de consumo. Numa vida normal, ela teria aprendido que nem tudo que queremos é possível. Porém, ao entrar na corte francesa e ter acesso à tudo que ela desejava como jóias, roupas, festas, bebidas, palácios, não soube se controlar e teve uma participação na ruína do reinado francês da época.
Destaco algumas imagens maravilhosas que o filme possui:
- a cena da 1ª noite do casal;
- o amanhecer da então princesa Antonieta após a primeira noite de núpcias;
- cenas do primeiro dia dela na corte e demais cenas que mostram a cansativa rotina do Palácio de Versalhes;
- as que mostram o pessoal do reino comentando e a culpando pela falta de relações sexuais com o príncipe-herdeiro;
- a grandiosa cena em que a agora rainha faz referência ao seu povo;
Então, se o filme não é grandioso e envolvente durante as 2 horas de duração, pelo menos tem cenas que podem sim emocionar, impactar e acima de tudo, mostrar uma personagem completa. Vale a pena!
Pílulas: - direção de arte do filme perfeita;
- muito interessante o uso de música moderna e atual durante o filme. Mostra que a rainha procurou fugir de alguns padrões da corte francesa e tentou modernizar um pouco algumas coisas. Assim como Sofia, que investe numa dramaturgia moderna, que não tem preocupação com a história e tem feito belos filmes.
Nota: 8
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